Amendoim  

- Ah! Rê, sabe quem esteve lá em casa um dia desses? O Mongol!
- Putz...
- É... quando começa a falar...
- É quase pior que você! Não consegue parar.
- Como assim “quase pior que eu”? Eu pelo menos FALO, oras! Ele balbucia!
- E não deixa a gente entrar.
- Não vai embora de jeito nenhum!
- É mesmo!

(risos)

- Mas o pior eu não contei ainda...
- Hãn? Que que foi?
- O Chicão, meu cachorro, forçou o portão pra sair. Passou bem do lado dele pra ir pra rua...
- Puuutz! E o Mongol?
- Hahaha, travou! Ficou imóvel, gelado!
- Mas seu cachorro é o mais bobão que eu já vi!
- Pois é.
- Se bem que com aquela fobia do Eduardo... tem medo de qualquer animal, né? E o Chicão é bobo, mas é grande...
- Então, o mais engraçado assim que o cachorro passou. O Mongol olha pra mim quase tremendo, consegue desgrudar a mão do guidão da bicicleta e diz “é... até que eu to melhorando!”.
- Puuuutz, imagino a cena!
- Se bem que você não pode falar nada! Seu namorado tem fobia de PORCO!
- E você é muito normal, né?
- Muito não, mas... cacete! Minha pressão não abaixa quando eu VEJO um porco vivo!
- Wagner, cai na real! Você andava de lado, se escondia atrás de poste e abria jornal na frente da cara pra fugir daquela garota maluca lá! Vai dizer que isso não é fobia?!
- Porra, Rê! Precisava lembrar disso?
- Ah lá, tá até tremendo!
- Muda de assunto!
- Tá bom.
- Valeu.

(...)

- Será como que faz paçoca?
- Sei lá.
- Tá bom.
- Tá.

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