De tanto Rir  

 

O que eu faço chover carrega
consigo a dor de todas
as coisas.

A mala está sempre pronta.

As feridas não cessam o sangue.
O pulso ainda ouve
a alta Lua sorrindo,
como sacra.

Não existirei dissecada em dicionários.

Nunca!

Se todas as vacas sagradas
tossirem, em uníssono,
ao beberem
do meu cálice...

Ao menos você, minha lança,
Não vai expor meus pulmões podres
e eu reverencio.
Mas a casa continua invadida.

(Thaila Pereira)

Voltar para Thailāndia